MIRIN - Modelo Internacional de Relações Intercolegiais

O Evento

O Mirin

Delegados, Professores, Amigos,

O Modelo Intercolegial de Relações Internacionais MIRIN está indo para sua nona edição. A iniciativa teve início em 2003, pelos alunos de graduação em Relaçães Internacionais da PUC-Rio, e nesses anos o MIRIN cresceu, se aperfeiçoou e buscou novos horizontes - sem perder o que sempre foi a sua principal característica, a excelência, tanto acadêmica quanto administrativa. O XI MIRIN será realizado entre os dias 16 e 20 de julho de 2012, mais uma vez no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Nesse ano o MIRIN passa por uma grande reformulação em seus quadros da organização, o que é um incentivo a mais para trabalharmos com afinco e manter a excelência já reconhecida do evento. Para nós, da organização, conseguir fazer com o que os delegados cheguem à cerimônia de encerramento demonstrando estar felizes pelo o que se passou nos dias anteriores é a certeza que nosso trabalho foi cumprido, e a recompensa por um ano de dedicação.

Nesta nona edição ultrapassaremos a marca de 3000 delegados quando somados desde o I MIRIN, o que é motivo de orgulho e satisfação pelo fato de tantos alunos e professores terem confiado na nossa iniciativa e acreditado que o MIRIN pode acrescentar algo em suas vidas. Cada vez mais acredito que os modelos sejam muito mais do que uma simples simulação de organismos internacionais; encaro esse tipo de projeto como uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de aprendizado, de entender seu papel no mundo, complementando o ensino escolar.

No que diz respeito aos debates do IX MIRIN, apresentamos uma diversidade de temas com relevância no cenário internacional:

Conselho Europeu - Xenofobia na União Européia;
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) - O Desenvolvimento no Haiti: Os Desastres Naturais e a Reconstrução Socioeconômica;
G-20 - O Papel na Governança Global: Soluções para a Crise Financeira Internacional;
Organização Mundial da Saúde (OMS) - A crise de AIDS no Continente Africano;
Rio+20 - Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável;
Conselho de Segurança (CS) - As Forças Internacionais no Afeganistão frente à presença da Al-qaeda e do Talibã;
Comissão de Direitos Humanos Histórico - 1999: Violações dos Direitos Humanos e Crise Política no Timor Leste;
Historical NATO - The Serbs and Albanians Conflicts in Kosovo, 1999.
Marca registrada e sucesso dos últimos MIRINs, o Comitê das ONGs será mantido e aperfeiçoado.

O MIRIN, no entanto, não se resume as discussões dentro do comitê. Momentos de descontração são necessárias para amenizar qualquer tensão diplomática, e por isso as festas, torneio de futebol, gincana e o sempre concorrido Jovem Diplomata são tão esperados pelos delegados. Aproveito para convidar os alunos de Ensino Médio e seus respectivos professores para conhecerem o projeto e se aventurarem por ele, tomando para si o poder de decisão sobre o futuro mundial e sentindo o peso de suas decisões, sem deixar de se divertir, pois no fim das contas esse é o espírito de que precisamos.

Aguardo vocês em julho!
Um forte abraço,
Ana Luiza Goulart
Secretária-Geral
IX MIRIN
Secretária-Geral
Ana Luiza Goulart

Vice-Secretária Financeira
Ariane Francisco

Vice-Secretário Administrativo
Felipe De Rosa

Vice-Secretária Administrativa
Júlia Campbell

Diretores Administrativos

Comunicação
Beatriz Humpfrey

Logística
Juliana Mello

Cultural
Igor Ventura
Marcelle Trote
Louise Alves
Paula Lyndon

Projeto Social
Isadora de Andrade
Mariana Ferreira

Vice-Secretário Acadêmico
Higor França

Diretores Acadêmicos
Amanda Carneiro
Ana Carolina Gonçalves
Aryadne Waldelyl
Clara Willemsens
Daniel Peixoto
Domenica Verly
Eike Lhamas
Emília Fernanda
Enzo Cruz
Flávia Aref
Gabrielle França
Isabella Bugg
João Paulo Eleuterio
João Pedro Ramos
Júlia Erthal
Laura Herzorg
Luísa Freitas
Maria Izabel Ramos
Mariana Marques
Marina Caresia
Mayara Louzada
Patrícia Rodrigues
Pedro Henrique Souza
Renato Bahia
Victor Miranda

Modelos

Com uma história de quase noventa anos com as primeiras simulações da Liga da Nações pelos alunos da Universidade de Harvard, os modelos têm, hoje, mais de 400 mil estudantes participando das 400 simulações a cada ano em todo mundo, de acordo com a ONU.
No Brasil, ainda que a história seja mais recente, a prática – que acaba de passar de 10 anos desde as primeiras simulações (AMUN, em Brasília e MONU, em São Paulo) – ganha mais adeptos, sendo adotada não só em faculdades, mas também em colégios; não só para graduandos, mais principalmente secundaristas.
A essência, por mais complexa que pareça ser, mostra-se bem simples: os alunos poderão durante o evento, vivenciar uma aproximação da experiência real de diplomatas, chefes de Estado, lobbistas ou afins em diversos âmbitos de negociação multilateral, discutindo fatos relevantes da história ou atualidade. Dessa forma, precisam seguir a formalidade de vestimentas e falas, os procedimentos de discussão e argumentação e a formação de decisão coletiva contrapondo os interesses individuais do estado ou entidade que representa.
Para que sua função seja realizada satisfatoriamente, é necessário que os delegados dediquem-se a estudar o tema que irão discutir, o posicionamento do país que irão defender e dos principais atores de negociação. Além de buscarem compreender valores e cultura que irão representar.
Os Modelos são uma forma eficaz de escapar ao aprendizado formal da sala de aula através da vivência de situações reais pelo aluno. Ter domínio no assunto é apenas a primeira etapa de um processo que coloca os delegados em circunstâncias inesperada e que exige flexibilidade e capacidade de negociação. A produção de documentos desenvolve o domínio da língua escrita, a necessidade de se posicionar promove a capacidade de oratória e a convivência com tantas pessoas proporciona um verdadeiro crescimento humano e sociocultural.

O primeiro Modelo Intercolegial de Relações Internacionais aconteceu em 2004, durante quatro dias, cerca de 200 delegados debateram em quatro comitês:
Conselho de Segurança: a questão da Libéria;
Comissão de Direitos Humanos: prisioneiros de guerra;
Comissão de Políticas Especiais e Descolonização: relação entre terrorismo e narcotráfico;
Organização Mundial do Comércio: tratamento especial e diferenciado para países em desenvolvimento.


A segunda edição do MIRIN recebeu 280 delegados, divididos em 6 comitês:

Conselho de Segurança Histórico: a questão das Malvinas, 1882;
Comissão de Direitos Humanos; proteção ao princípio de igualdade vs. discriminação;
Conselho Europeu: a adesão da Turquia à União Européia;
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação: regulamentação internacional dos transgênicos;
Rio 92: conferência das Nações Unidas sobre o meio-ambiente e desenvolvimento.

A terceira edição do MIRIN, em 2006, contou com cerca de 300 alunos do Ensino Médio, representando os delegados de diversos países em sete comitês:

Agência Internacional de Energia Atômica: terrorismo nuclear;
Conselho Europeu: processo de ratificação do Tratado Constitucional Europeu;
Conselho de Segurança Histórico: Revolução Húngara;
Conselho Econômico e Social: estratégias de cooperação entre países em desenvolvimento;
Organização Mundial de Saúde: prevenção de doenças em regiões de conflito armado;
Comitê de Políticas Especiais e Descolonização: operações de paz em Darfur;
Security Council: the nuclear programme of the Islamic Republic of Iran.

A quarta edição do MIRIN, contou com 320 alunos, que debateram os seguintes temas:

Conselho Econômico e Social, na Comissão do Status da Mulher: violência contra a mulher nos países em desenvolvimento;
Conferência das Nações Unidas para o Desarmamento: Tratado sobre materiais físseis;
Conselho de Segurança Histórico: Ruanda, 1994;
Conselho Europeu: a política de imigração da União Européia;
Convenção das Nações Unidas para Mudanças Climáticas: a suficiência dos mecanismos de desenvolvimento limpo para o impedimento da crescente degradação ambiental;
Organização do Tratado do Atlântico Norte: o alargamento da OTAN;
Organização dos Estados Americanos Histórico, Reunião ad hoc dos Ministros de Relações Exteriores: a situação no Haiti, 1991;
United Nations Security Council: the situations in North Korea.

Em 2008, a quinta edição doMIRIN contou com 330 alunos, divididos entre os seguintes temas:

Refugiados de Darfur;
Violação dos Direitos Humanos para Civis em Conflitos Armados: o caso da República Democrática do Congo;
O Tratado de Lisboa: a questão dos alagamentos;
Conferência de São Francisco;
A crise da Bósnia, 1995;
Gerenciamento dos Recursos Hídricos;
Cooperação Sul-Sul no Setor Energético;
The questions concern the Kurds in Iraq.

A sexta edição, com 340 alunos, se dividiram em 9 comitês:
Repatriação dos refugiados do Camboja (1992);
A problemática do Oriente Médio e a revisão da PESD;
Comitê de Organizações Não-Governamentais;
A questão de Mianmar;
O Regime pós-Quioto;
Novos caminhos na liberalização da agricultura e bens industriais;
Reconstrução e Desenvolvimento pós-Guerra Civil: o caso de Serra Leoa
Comitê de Bioética: o debate sobre a clonagem humana;
The issue of Abkhazia, Georgia (1993).

A sétima edição do MIRIN, em 2010, contou com 320 delegados e os seguintes comitês:

United Nations Security Council: protection of civilians and the Yemeni Situation;
Conselho de Segurança Histórico: a crise no Líbano em 1982 – os massacres de Sabra e Shatila;
Conselho Europeu: discussão sobre JAI – a questão das fronteiras e o terrorismo interno;
Conselho Econômico e Social das Nações Unidas: medidas socioecon6omicas de combate a pirataria na Somália;
Liga dos Estados Árabes: a questão do peacekeeping no Sudão;
Organização Mundial do Comércio: o debate acerca dos subsídios agrícolas;
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: Biocombustíveis e seu impacto nas mudanças climáticas;
Tratado de Não-Proliferação Nuclear: oitava reunião de revisão;
Comitê de ONGs.

A oitava edição do MIRIN, em 2010, contou com 260 delegados representando seus países e ONGs nos seguintes Comitês:

Conselho Europeu: a política ambiental européia;
North Atlantic Organization: discussions after the Lisbon Summit;
Conselho de Segurança Histórico: a guerra do Kwait, 1990;
União Africana: questão dos civis no conflito da República Democrática do Congo;
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados: o caso dos refugiados afegãos no Paquistão;
Organização dos Estados Americanos: a questão do tráfico de armas na Colômbia;
Conselho de Segurança: discutindo o conflito árabe-israelense - a questão dos assentamentos palestinos e judeus na Cisjordânia e o bloqueio à Faixa de Gaza;
Comitê de ONGs.

Comitês

Guias em PDF - EM BREVE

Conselho Europeu - Xenofobia na União Européia;

A União Européia já reconhece que vem enfrentando um aumento da xenofobia em todos seus Estados-membros. Contudo, imersos num cenário de instabilidade econômica, os países europeus vêem o reaparecimento e a intensificação das idéias ultranacionalistas, conservadoras e de extrema-direita que auxiliam na propagação da aversão aos imigrantes, visto que os nacionais são levados a crer que estes contribuiriam para evolução das crises e do desemprego.  O bloco europeu vem recebendo diversos imigrantes, vindo de diferentes continentes, na procura de melhores condições de vida e emprego. Muitos também fogem dos conflitos em seus países na busca de segurança na Europa. Mais recentemente, a situação se agravou com as revoltas no norte da África, que acabou provocando uma crise para a política de livre-circulação de pessoas dentro da Europa e abriu espaço para que essa política fosse repensada. Países como França e Itália, junto com Holanda, Bélgica e Dinamarca defenderam a reintrodução de postos de controles internos de fronteiras nacionais a fim de impedir a imigração ilegal. A discussão sobre o atual retrocesso na política de integração e as possíveis práticas que colocariam em risco a não-discriminação e respeito ao imigrante, em especial aqueles que vêm por asilo, torna-se novamente foco da atenção do Conselho Europeu. E, por tanto, faz-se necessário uma discussão acerca das políticas para lidar com tais problemas.


Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) - O Desenvolvimento no Haiti: Os Desastres Naturais e a Reconstrução Socioeconômica;

Especialmente depois de desastres naturais que ocorreram em solo haitiano, o mundo vira seus olhos em direção à este país caribenho a fim de sanar diversas preocupações principalmente nos âmbitos de segurança alimentar, ambiental e militar. Neste contexto, o Brasil tem um papel-chave na reconstrução do país, encabeçando as operações de paz da ONU nesse Estado. Operações de paz estas que são motivo para mais discussões sobre a veracidade das intenções dos países atuantes. Até que ponto os Estados envolvidos estão realmente interessados em cooperar? Ou será somente uma forma de alcançar um status maior dentro do Sistema Internacional?


G-20 - O Papel na Governança Global: Soluções para a Crise Financeira Internacional;

Na próxima reunião do Grupo dos Vinte será possível decidir os rumos da economia mundial, com o encontro dos Chefes de Estado e de Governos das vinte maiores economias do planeta. O Grupo dos Vinte, também conhecido como G-20, surgiu como o instrumento-chave de governança econômica internacional, que vai desde a coordenação política rápida e eficaz, sendo necessárias para superar a crise. O G-20 vem ganhando força desde a crise financeira global e vem abordando não só as coordenações políticas específicas e os regimes, mas também os desafios de longo prazo que a economia política vai enfrentar, sendo um fórum importante para continuar a pressionar por um consenso em outros órgãos como o FMI, a OMC, a OIT ou o UNFCCC / COP. Debater os diferentes desafios em bloco ajuda na negociação e emissão de ligação tomada de decisão. Além disso, apenas os Chefes de Estado e de Governo têm plena legitimidade para a realização de agenda profunda e esquemas transversais de negociação. Aqueles que são os desafios mais alarmantes incluem a busca das melhores soluções para a crise financeira internacional de 2008, a diferença do papel na busca destas entre os países desenvolvidos e os países emergentes assim como os pontos divergentes e de tensão entre eles. Além disso, como pano de fundo geral, há um cenário de crises de dívida generalizada. Quais as melhores soluções para a crise financeira internacional de 2008, a diferença do papel na busca de soluções entre os países desenvolvidos e os países emergentes e os pontos divergentes entre eles. A agenda é extensa e exigente na medida em que toda esta experiência é nova, dinâmica e completamente arriscada. Na próxima reunião do G-20, os líderes precisam definir o caminho para o futuro da economia mundial através de sua luta contra desafios de longo prazo por meio de governança global adequada.


Organização Mundial da Saúde (OMS) - A crise de AIDS no Continente Africano;

De acordo com o ex-Secretário-Geral das Nações Unidas, o ganês Kofi Annan, entre os anos de 1999 e 2000, mais pessoas morreram vítimas da AIDS do que em todas as guerras no continente africano. Dados indicam que, diariamente, seis mil africanos padecem por conta da doença e outros onze mil são, por ela, infectados. Além disso, a cada dez óbitos, sete ocorrem na região correspondente à África Subsaariana. Tal situação ilustra a gravidade e a urgência na busca por medidas eficazes no que diz respeito ao tema que será debatido em nosso comitê. A busca por uma solução – ou, pelo menos, pela amenização dos efeitos provocados por esta terrível endemia – apesar de urgente, não é nada fácil. A necessidade de uma maior atitude política por parte de alguns líderes africanos; mudança nas normas sociais e questões culturais; a luta contra a falta de informação e conscientização por parte da população; e a questão relativa ao compromisso - ou à falta dele - financeiro com o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária. Esses são alguns dos entraves para que políticas mais incisivas relativas ao combate da doença sejam realizadas. Sendo assim, através de vias diplomáticas de negociação, a OMS visa escrever mais um capítulo nesta história.

Rio+20 - Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável;

Vinte anos depois da Eco - 92, a cidade do Rio de Janeiro sediará mais uma importante conferência das Nações Unidas, a Rio+20. Desta vez, o desafio dos representantes mundiais é maior. Ao contrário do que muitos pensam, a Rio+20 não irá discutir questões relacionadas às mudanças climáticas e suas conseqüências. Os assuntos principais que serão abordados durante a Conferência serão a Economia Verde e a Arquitetura Institucional para o Desenvolvimento Sustentável. O que todos esperam desta reunião é que ela trace novos rumos para a sociedade internacional e que seus resultados sejam mais eficazes do que os anteriores Além disso, o mundo passou por diversas mudanças nos últimos 20 anos, guerras ocorreram, países enfraqueceram e outros estão emergindo como potências. Dentro dessa nova conjuntura, um novo aparato institucional deve ser pensado para lidar com o desenvolvimento sustentável, porém, qual seria a melhor opção? Um fortalecimento das agencias da ONU ou a criação de uma nova instituição? Simular a Rio+20 é uma oportunidade única de entender na prática alguns dos assuntos mais atuais e controversos das Relações Internacionais. Antes de haver guerra, terrorismo e crise financeira, deve existir uma preocupação com o ambiente em que vivemos e com as necessidades dos mais pobres Ao participarem do comitê da Rio+20 os senhores delegados terão a oportunidade de ver na prática como ocorreram as negociações e, quem sabe, chegar a uma conclusão diferente.

Historical NATO - The Serbs and Albanians Conflicts in Kosovo, 1999;

The North Atlantic Treaty Organization is an intergovernmental military alliance created in the Cold War context to face the threats of the soviet bloc countries. With the unpredictable end of the Cold War, NATO faced an even greater challenge: reinvent itself in the new configuration of the international system. One alternative of action was to face the emergency of the ethnic wars, taking the humanitarian imperative as the main reason to justify, not only NATO action in the 90s, but the organization identity itself. In this context, the Kosovo crisis constituted a strategic theme in the summit discussions of NATO, and the actions related to that situation were seen to be crucial in determining the organization's future. The Balkans is a region well-known for nationalism and ethnic disputes. After World War II, Kosovo entered a period of cohabitation with the other republics and provinces of Tito’s SFRY. Although formally being part of the Republic of Serbia, Kosovo was an autonomous province. Over time, the coexistence of the different ethnic groups became more complicated, and this situation suddenly led to an escalating tension. This tension associated with the unsuccessful attempt of independence by Kosovo result in a conflict between Serbian and Kosovo forces. By October 1998, more than 1500 Kosovar Albanians had been killed, while the number of internally displaced people (IDP) reached 300000, raising an alarm of upcoming humanitarian crisis that should suddenly exceed the borders of Kosovo. NATO’s relation with the UN, its responsibility to protect and assure security to its members, and its need to create a new scope for its actions, resulted in an appeal for the NATO's Security Committee, in 1999, that, at moment, was willing to solve the crisis in the Balkans.


Comissão de Direitos Humanos Histórico - 1999: Violações dos Direitos Humanos e Crise Política no Timor Leste;

Em 30 de agosto de 1999 a Organização das Nações Unidas promoveu um referendo a fim de decidir o destino político do Timor Leste. Os timorenses tinham duas opções: votar para receber um status de província com “autonomia especial” ou votar pela sua independência definitiva da Indonésia, que havia invadido e anexado a ex-colônia portuguesa em 1975. Apesar da pressão exercida sobre a população pelos grupos anti-independência, o resultado foi incontestável, já que 78,5% dos registrados escolheram pela criação de um novo Estado. Todavia, esse não é um momento para celebrações. A violência ultrapassa todos os limites e chega ao seu ponto mais crítico – massacres nas vilas, estupros coletivos contra a população do Timor Leste, pilhagem, assassinatos de funcionários da ONU e jornalistas. Uma verdadeira onda de crimes bárbaros se propaga em reação a vitória dos grupos pró-independência. Dessa forma, uma reunião emergencial é convocada na Comissão de Direitos Humanos para discutir a situação caótica que se desenrola com uma brutalidade chocante.


Comitê das ONGs.

As Organizações Não Governamentais (ONGs) são atores de extrema relevância nas discussões globais. Sem se alinhar aos governos, elas têm mais liberdade para agir internacionalmente e dão voz a grupos por vezes marginalizados pelos Estados, como mulheres, crianças, refugiados, entre outros. As ONGs são cada vez mais respeitadas no âmbito das Nações Unidas e podem pressionar os países em prol de diversas causas nobres à sociedade civil global. Fazer parte do Comitê das ONGs significa defender os reais interesses da comunidade internacional e ser um contra-peso ao poder dos Estados. Junte-se a nós!


Conselho de Segurança (CS) - As Forças Internacionais no Afeganistão frente à presença da Al-qaeda e do Talibã;

A intervenção de forças internacionais ocorre há mais de uma década no Afeganistão, não obstante a questão perdura até os dias de hoje. Com a criação do Conselho Contra-Terrorismo e o estabelecimento da presença de forças da OTAN, ambos em 2001, uma das grandes preocupações do Conselho de Segurança é a presença de grupos como a Al-Qaeda e o Talibã na região. Com o anuncio da retirada das tropas da OTAN até 2014 novas questões se levantam, tais quais como se o governo Afegão seria capaz de estabelecer o controle do país. Além disso, o problema da presença de grupos terroristas se junta a outras questões como o tráfico de drogas e a corrupção, que são de grande importância na resolução dos conflitos da região. O Conselho de Segurança então se reunirá, nesse próximo mês de Julho no IX MIRIN, a fim de discutir o papel das forças internacionais no Afeganistão, cabendo a vocês, senhores delegados, se empenharem ao máximo para discutir essa importante questão de segurança global.

PROCEDIMENTOS

Prezado delegado,
Seja bem-vindo à nona edição do Modelo Intercolegial de Relações Internacionais. O MIRIN é uma oportunidade para se divertir, conhecer pessoas diferentes e fazer delas grandes amigos. É uma chance de sair da sala de aula e buscar aplicação prática para tudo que aprendemos na escola. É uma oportunidade de pensarmos no mundo e em seus problemas, de como somos uma parte de tudo isso e como podemos ajudar a torná-lo um lugar melhor. Intercalando sessões sérias de debate intenso e festas descontraídas, sempre temos em mente a integração entre as pessoas.
O MIRIN não é feito apenas do esforço por parte da organização. Um grande modelo se faz com grandes delegados. Preparar-se para o MIRIN requer mais do que saber falar em público: é preciso entender e respeitar as regras, permitindo assim um debate fluido e produtivo. Além disso, o estudo do seu Comitê e do tema em questão é essencial. O slogan dos últimos anos “Leiam o Guia de Estudos” continua sendo a regra do dia. Mas não pare por ai! Há diversos livros e sites que podem ser consultados, contribuindo para um melhor entendimento do assunto e da posição do seu país.
Peça ajuda ao seu professor orientador e aos diretores do comitê para que indiquem leituras ricas e de qualidade. Procure entender as minúcias da questão do seu comitê. “Por que esse tema está sendo abordado pela comunidade internacional?”, “Qual o problema por trás do tema?”, “Quem são as pessoas ou os países interessados em determinado resultado?”. Essas são apenas algumas das perguntas que você deve tentar responder.
Ainda, busque estar familiarizado com os valores e cultura de seu país, conheça as principais diretrizes de sua política externa, entenda suas riquezas, seus problemas geográficos e econômicos. Esse estudo guiará sua posição em todas as sessões de debates, além de ser necessário para a redação do Documento de Posição. Guia de Regras Estar mais bem preparado também vai garantir um maior aproveitamento dos debates, permitindo que você se divirta mais no MIRIN.
Vale lembrar ainda o respeito ao Código de Vestimenta. Você estará representando um país e, como um diplomata, espera-se que esteja usando trajes formais durante todo o evento. Homens devem vestir terno e gravata, não devendo combinar os mesmos com tênis, boné ou qualquer acessório que comprometa a formalidade. Mulheres devem apresentar-se de calça, saia ou tailler, evitando decotes exagerados ou saias muito curtas. O calçado também deve seguir a formalidade. O cumprimento do Código não possui caráter facultativo, cabendo à organização fiscalizar o respeito ao mesmo.
Aguardamos ansiosamente encontrá-lo, restando apenas relembrar o nosso já tradicional slogan “Leiam o Guia de Estudos”, e desejar a todos um bom IX MIRIN.
Atenciosamente,
Equipe do IX MIRIN

Prezado Professor,
Primeiramente, não há palavras para descrever a sua participação ativa nesse projeto! Sabemos perfeitamente as dificuldades e contratempos de um profissional abdicar de parte de suas férias em prol de um objetivo que, pensando pragmaticamente, não seria necessário para a formação curricular padrão dos seus alunos. Ainda assim, o senhor ou senhora acredita nesse projeto, oferece os subsídios e o apoio necessário a seus alunos e está presente durante toda a semana do evento. Assim, não poderíamos começar esse breve texto sem nossos sinceros agradecimentos a você. A participação dos professores como orientadores dos delegados se apresenta em dois momentos distintos e interligados: previamente ao modelo, nos estudo dos Guias de Estudo e de outras fontes; e durante o mesmo, sugerindo idéias, formas de argumentação ou mesmo dando o apoio aos alunos, tão necessário.
A participação dos professores como orientadores das delegações sempre foi uma exigência, mas nessa edição ainda que não fosse, os alunos precisariam de qualquer maneira de seu auxílio. Um dos procedimentos inovadores do MIRIN é o trabalho prévio que terão os diretores quanto ao Documento de Posição dos delegados. Diferentemente de antes, esses deverão ser enviados aos diretores algumas semanas antes do evento, para que os diretores possam dar seu parecer não só acerca do posicionamento adotado pelo delegado com relação ao posicionamento de seu país, mas também em sua forma de argumentação e encadeamento de idéias. Nesse processo, o papel dos professores orientadores será essencial. O tempo todo os diretores dos respectivos comitês, o Vice-Secretário para Assuntos Acadêmicos e o Secretário-Geral irão se comunicar com cada um dos professores, mostrando, de forma ampla, como andam os delegados, as áreas principais que podem ser aprimoradas para o MIRIN e dando idéias de como fazê-lo. Dessa forma, objetivamos dar um novo passo em uma característica fundamental das simulações, mas muitas vezes relegada ao segundo plano: o processo pedagógico para a formação acadêmica e pessoal dos delegados. Dessa forma, esperamos oferecer uma nova perspectiva para os delegados e professores, não só de crescimento pessoal, mas fundamentalmente de integração e atuação conjunta em prol de um mesmo objetivo.
Agradecendo mais uma vez e aguardando-os para o evento,
Equipe do IX MIRIN

O Documento de Posição consiste no posicionamento que seu país irá adotar na discussão que acontecerá durante os cinco dias de evento. Logo, o Documento de Posição é feito individualmente, por cada delegado (ou dupla, no caso dos comitês com esse tipo de representação), para cada comitê.
Como qualquer tipo de documento a ser utilizado nas negociações, este também deve ser formatado a partir de um padrão geral (que pode ser encontrado no Guia de Regras).
O Documento de Posição deve ser entregue no ato de credenciamento da delegação – sujeito ao não recebimento do material de estudos e do crachá do evento -; todavia, ainda que seja entregue somente no primeiro dia de evento, esse deve ser construído paulatinamente durante todo o processo de preparação para o IX MIRIN, contendo elementos presentes não só no Guia de Estudos do respectivo comitê, mais principalmente, o posicionamento do país acerca das principais discussões a serem abordadas nos cinco dias de debate.
Mais uma vez permitiremos que os delegados enviem os Documentos de Posição com antecedência. Ciente dessa situação em que o delegado se envolve na participação do evento e, principalmente, preocupados com o nível acadêmico pedagógico de cada um dos mesmos, a organização do IX MIRIN propõe: caso seja do interesse dos delegados, é possível enviar uma prévia do seu Documento de Posição, dos dias 5 a 9 de julho para seus respectivos diretores a fim de que o mesmo seja comentado e devolvido antes da simulação. Os documentos devem ser enviados para os respectivos e-mails de cada comitê, mas só serão respondidos caso enviados no prazo determinado.
Documento Sirius Black

ATIVIDADES

O MIRIN não tem atividades apenas para os alunos de Ensino Médio, seus professores também recebem a nossa atenção.
Como nas edições anteriores do modelo, nas tardes de terça e quinta-feira o Instituto de Ralações Internacionais da PUC-Rio vai oferecer workshops exclusivos para os professores orientadores.
Serão algumas horas em que os professores do Ensino Médio serão convidados a se aproximarem das Relações Internacionais, estreitando o contato entre o Ensino Médio e o Superior, promovendo assim uma rica troca de experiências.
Mais informações sobre os Workshops em breve!


Cronograma de Atividades

Segunda-feira, 16/07:
10h00-12h00 - Credenciamento
13h00-16h00 - Revisão de Regras
16h00-16h30 - Lanche simples
16h30-19h00 - 1ª sessão
19h30-20h30 - Cerimônia de abertura
20h30-22h00 - Coquetel de Abertura

Terça-feira, dia 17/07:

9h00-12h00 - 2ª sessão
12h00-13h30 - Almoço
13h30-16h30 - 3ª sessão
16h30-17h00 - Coffee break
17h00-19h00 - 4ª sessão
19h00-20h30 - Reunião com os Chefes de Delegação
19h30-23h00 - Festa cultural

Quarta-feira, dia 18/07:

9h00-12h00 - 5ª sessão
12h00-13h30 - Almoço
13h30-16h30 - 6ª sessão
16h30-17h00 - Coffee break
17h00-19h00 - Reunião com Professores-Orientadores
17h00-19h00 - 7ª sessão
19h30-23h00 - Festa temática

Quinta-feira, dia 19/07:
9h00-12h00 - 8ª sessão
12h00- 13h30 - Almoço
13h30-16h00 - 9ª sessão
16h00-16h30 - Lanche simples
16h30-19h30 - Gincana/Futebol
19h30-22h00 - Jovem Diplomata

Sexta-feira, dia 20/07:

9h00-13h00 - 10ª sessão
13h00-16h00 – Almoço
16h00-18h30 - Cerimônia de Encerramento

DUVIDAS



O que são modelos de organizações internacionais?
R: Os modelos de organizações internacionais são exercícios acadêmicos cujo objetivo é proporcionar aos estudantes, sejam eles do ensino médio ou universitários, a realidade e o dia-a-dia dessas organizações. Durante os dias de realização do MIRIN, os participantes debatem temas importantes da agenda internacional, simulando negociações e processos decisórios dessas organizações.

Quem pode participar do MIRIN?
R: Apenas estudantes devidamente matriculados em instituições de Ensino Médio podem participar do MIRIN.

Como formar uma delegação?
R: Para formar uma delegação é necessário que alunos do ensino médio formem um grupo interessado em representar um determinado país e defender sua política externa. Após a escolha do país, cada estudante da delegação deverá participar de um comitê de acordo com as preferências pessoais. (Ver: Inscrições – Como Fazer).

A delegação deve ser formada por estudantes de uma mesma turma, série ou escola?
R: Não, os estudantes podem formar uma delegação sendo de escolas ou séries diferentes, contudo é necessário que haja a presença de um professor de uma das escolas que formam a delegação.

Quantos alunos cada delegação pode designar para cada comitê?
R: Para a maioria dos comitês, cada delegação terá um delegado em cada comitê que tenha representação. Exceções ao caso são o Conselho de Segurança Histórico, o Conselho Europeu e o United Nations Security Council, cuja representação será feita por uma dupla de delegados. Além desses, o Comitê de Organizações Não-Governamentais não terá representação propriamente dita.
Para saber quais países têm representações nos comitês a serem simulados, veja a Lista de Países(em breve)
Para mais informações sobre o Comitê de Organizações Não-Governamentais, clique aqui

Quantos alunos são necessários por delegação?
R: O número de alunos por delegação depende do tamanho de sua representação nos comitês do IX MIRIN, podendo, nessa edição, variar entre 1 e 11 delegados. Para informações mais específicas, veja a Lista de Países

É necessário o preenchimento de todos os comitês em que um país desejado esteja representado?
R: Sim, todos os comitês no qual o país possui vaga devem contar com delegados.

Qual o papel do professor orientador?
R: O papel do professor orientador é de auxiliar os alunos na preparação para o MIRIN, bem como na supervisão dos mesmos durante os dias do evento. Para mais informações clique aqui

Qual o papel do chefe de delegação?
R: O chefe de delegação atua no MIRIN como o elo entre os alunos de sua delegação e a organização do MIRIN. É através dele que dúvidas e problemas poderão ser esclarecidos e resolvidos, antes e durante o evento. Além disso, este será o responsável pela inscrição de toda a delegação.

Como devo me preparar para o MIRIN?
R: Para uma boa preparação o aluno deve ler o guia de estudos de seu comitê que estará disponível na página do MIRIN. Após a leitura do guia é recomendável que o aluno pesquise sobre o funcionamento de seu comitê, a política externa do país que irá representar, assim como as questões que estarão sendo discutidas e levantadas no guia de estudos. Além disso, é necessário que o aluno leia com atenção as regras de procedimento do MIRIN. Para mais informações, clique aqui.

Caso sua dúvida não tenha sido esclarecida envie um e-mail para: mirin@mirin.com.br